Lapli-atè-solèy-chofe
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Jout-politik kabwatè-repiblik Brazil 7 ek 28 Oktòb 2018

Fernando Haddad, joutè-politik PT

 

              Fernando Haddad candidato do PT Haddad e LulaPartido dos Trabalhadores

 

 

 




 

 

 

 

Curitiba, Brazil : Nan an lèt, Lula da Silva mande “tjenbe tjè’y” (“Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República”)  ek pou moun Brazil ki  te ke vote ba’y, ale vote ba Fernando Haddad eti se joutè PT (Partido dos Trabalhadores) nan dekou Lula ka rete mare lajol ek tribunal-gouvelman abwogat tit li tankon joutè nan jout-politik kabwatè-repiblik. Se douvan lajol Curitiba otila Lula mare eti Fernando Haddad fè an konsit-politik epi Manuela D'Avila (Partido Comunista do Brasil) ki joutè-politik dèyè li nan jout-kabwatè-repiblik la ek Gleisi Hoffmann ki ka kabwate PT, pou te mande moun Brazil pou “leve kabèch, krann”.

Fernando Haddad sistituye a Lula"Vamos dizer para o povo: você está sentindo a dor que estamos sentindo, mas não é hora de ir para casa de cabeça baixa, é hora de ir para a rua de cabeça erguida! Nós não vamos desistir desse país", tankon "nou le di zòt ki ka pran fè kon nou menm, se pa lè pou bese kabèch ek rete bò kay zòt, se lè pou mache nan lari tèt-anlè, krann, nou pa’ay ladje peyi a ba yo". F. Haddad lonje dwèt asou koubaraj ki ja fèt kont Lula ek Tribinal-gouvelman ki defann li bat lawonn nan jout-politik kabwatè-repiblik Brazil la.

"Man ka wè anchay moun aye isiya ek man tou dèkètè aye mwen menm aye jòdi-jou pou tjè-senyen anchay moun-brazil ki te ke le wè Lula dawne nan  Palácio do Planalto" ek pou’y te ale pi nan fondok, "Lula, mòso lula nou an se te ek se an djing wach-lavi Brazil (-um divisor de águas no Brasil-), ni an avan ek an apre Lula. Se li ki debare chimen ba peyi nou an ek rive kabwatè-repiblik pou ranbonni lavi nou".  Nan bout plodari’y, Fernando Haddad apiye asou sa eti : "nou ni an katalan, nou ka kriye’y Lula, eti ka ban ou lide-woule. Yo pe rive fè nou towblip an jou, men nan jou-dèyè moun nou ke sa vire doubout ek bay pi djok nan goumen an".

Nan tousa, Fernando Haddad ni anni twa simenn pou an bat-lawonn politik tanbou-pakatak nan tout peyi a ek sa se an bidim enpiokte. Si Lula te douvan nan tout owonzonnaj vote-kabwatè-repiblik, nan dènie owonzonnaj ki fèt avan menm Lula ladje lanmen, Fernando Haddad pa te ka menyen 10%, epi anni 8% nan an owonzonnaj otila joutè Partido Sosial liberal ki ka bat pou an gouvelman koubarè sosial ek anni-polits (se te an sapatonyè) ka mennen epi 26% se-le-vote.  

Mi lèt Lula a :

Carta de Lula ao povo brasileiro

Meus amigos e minhas amigas,

Vocês já devem saber que os tribunais proibiram minha candidatura a presidente da República. Na verdade, proibiram o povo brasileiro de votar livremente para mudar a triste realidade do país.

Nunca aceitei a injustiça nem vou aceitar. Há mais de 40 anos ando junto com o povo, defendendo a igualdade e a transformação do Brasil num país melhor e mais justo. E foi andando pelo nosso país que vi de perto o sofrimento queimando na alma e a esperança brilhando de novo nos olhos da nossa gente. Vi a indignação com as coisas muito erradas que estão acontecendo e a vontade de melhorar de vida outra vez.

Foi para corrigir tantos erros e renovar a esperança no futuro que decidi ser candidato a presidente. E apesar das mentiras e da perseguição, o povo nos abraçou nas ruas e nos levou à liderança disparada em todas as pesquisas.

Há mais de cinco meses estou preso injustamente. Não cometi nenhum crime e fui condenado pela imprensa muito antes de ser julgado. Continuo desafiando os procuradores da Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e o TRF-4 a apresentarem uma única prova contra mim, pois não se pode condenar ninguém por crimes que não praticou, por dinheiro que não desviou, por atos indeterminados.

Minha condenação é uma farsa judicial, uma vingança política, sempre usando medidas de exceção contra mim. Eles não querem prender e interditar apenas o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Querem prender e interditar o projeto de Brasil que a maioria aprovou em quatro eleições consecutivas, e que só foi interrompido por um golpe contra uma presidenta legitimamente eleita, que não cometeu crime de responsabilidade, jogando o país no caos.

Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar. Perdi minha companheira Marisa, amargurada com tudo o que aconteceu a nossa família, mas não desisti, até em homenagem a sua memória. Enfrentei as acusações com base na lei e no direito. Denunciei as mentiras e os abusos de autoridade em todos os tribunais, inclusive no Comitê de Direitos Humanos da ONU, que reconheceu meu direito de ser candidato.

A comunidade jurídica, dentro e fora do país, indignou-se com as aberrações cometidas por Sergio Moro e pelo Tribunal de Porto Alegre. Lideranças de todo o mundo denunciaram o atentado à democracia em que meu processo se transformou. A imprensa internacional mostrou ao mundo o que a Globo tentou esconder.

E mesmo assim os tribunais brasileiros me negaram o direito que é garantido pela Constituição a qualquer cidadão, desde que não se chame Luiz Inácio Lula da Silva. Negaram a decisão da ONU, desrespeitando do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos que o Brasil assinou soberanamente.

Por ação, omissão e protelação, o Judiciário brasileiro privou o país de um processo eleitoral com a presença de todas as forças políticas. Cassaram o direito do povo de votar livremente. Agora querem me proibir de falar ao povo e até de aparecer na televisão. Me censuram, como na época da ditadura.

Talvez nada disso tivesse acontecido se eu não liderasse todas as pesquisas de intenção de votos. Talvez eu não estivesse preso se aceitasse abrir mão da minha candidatura. Mas eu jamais trocaria a minha dignidade pela minha liberdade, pelo compromisso que tenho com o povo brasileiro.

Fui incluído artificialmente na Lei da Ficha Limpa para ser arbitrariamente arrancado da disputa eleitoral, mas não deixarei que façam disto pretexto para aprisionar o futuro do Brasil.

É diante dessas circunstâncias que tenho de tomar uma decisão, no prazo que foi imposto de forma arbitrária. Estou indicando ao PT e à Coligação “O Povo Feliz de Novo” a substituição da minha candidatura pela do companheiro Fernando Haddad, que até este momento desempenhou com extrema lealdade a posição de candidato a vice-presidente.

Fernando Haddad, ministro da Educação em meu governo, foi responsável por uma das mais importantes transformações em nosso país. Juntos, abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, negros, indígenas, filhos de trabalhadores que nunca tiveram antes esta oportunidade. Juntos criamos o Prouni, o novo Fies, as cotas, o Fundeb, o Enem, o Plano Nacional de Educação, o Pronatec e fizemos quatro vezes mais escolas técnicas do que fizeram antes em cem anos. Criamos o futuro.

Haddad é o coordenador do nosso Plano de Governo para tirar o país da crise, recebendo contribuições de milhares de pessoas e discutindo cada ponto comigo. Ele será meu representante nessa batalha para retomarmos o rumo do desenvolvimento e da justiça social.

Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad.

Ao lado dele, como candidata a vice-presidente, teremos a companheira Manuela D’Ávila, confirmando nossa aliança histórica com o PCdoB, e que também conta com outras forças, como o PROS, setores do PSB, lideranças de outros partidos e, principalmente, com os movimentos sociais, trabalhadores da cidade e do campo, expoentes das forças democráticas e populares.

A nossa lealdade, minha, do Haddad e da Manuela, é com o povo em primeiro lugar. É com os sonhos de quem quer viver outra vez num país em que todos tenham comida na mesa, em que haja emprego, salário digno e proteção da lei para quem trabalha; em que as crianças tenham escola e os jovens tenham futuro; em que as famílias possam comprar o carro, a casa e continuar sonhando e realizando cada vez mais. Um país em que todos tenham oportunidades e ninguém tenha privilégios.

Eu sei que um dia a verdadeira Justiça será feita e será reconhecida minha inocência. E nesse dia eu estarei junto com o Haddad para fazer o governo do povo e da esperança. Nós todos estaremos lá, juntos, para fazer o Brasil feliz de novo.

Quero agradecer a solidariedade dos que me enviam mensagens e cartas, fazem orações e atos públicos pela minha liberdade, que protestam no mundo inteiro contra a perseguição e pela democracia, e especialmente aos que me acompanham diariamente na vigília em frente ao lugar onde estou.

Um homem pode ser injustamente preso, mas as suas ideias, não. Nenhum opressor pode ser maior que o povo. Por isso, nossas ideias vão chegar a todo mundo pela voz do povo, mais alta e mais forte que as mentiras da Globo.

Por isso, quero pedir, de coração, a todos que votariam em mim, que votem no companheiro Fernando Haddad para Presidente da República. E peço que votem nos nossos candidatos a governador, deputado e senador para construirmos um país mais democrático, com soberania, sem a privatização das empresas públicas, com mais justiça social, mais educação, cultura, ciência e tecnologia, com mais segurança, moradia e saúde, com mais emprego, salário digno e reforma agrária.

Nós já somos milhões de Lulas e, de hoje em diante, Fernando Haddad será Lula para milhões de brasileiros.

Até breve, meus amigos e minhas amigas. Até a vitória!

Um abraço do companheiro de sempre,

Luiz Inácio Lula da Silva

 

 

Ale li nan PT.org.br

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O Carioca

O Ibope divulgou nesta terça-feira (11) os números da mais recente pesquisa de intenção de voto para presidente da República. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) lidera, com 26%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 11%, Marina Silva (Rede), com 9%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%, e Fernando Haddad (PT), com 8%. A pesquisa foi feita entre os dias 8 e 10 de setembro, após o atentado contra Bolsonaro, e antes da definição de Fernando Haddad no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a presidente pelo PT, que foi anunciada nesta terça-feira.

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